quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A tentativa da Humanizaçao do Capitalismo; O Bem-Estar Social



Para ingressar na vida política e nos ditames ou controle da sociedade, os partidos “socialistas” tiveram que tomar um caminho que estivesse delineado dentro da “ democracia” que se instalava em larga escala na Europa, de forma a combater o espectro do autoritarismo da 2°Guerra. Desta forma, em detrimento ao caminho revolucionário, os degraus políticos eram os únicos que restavam, visto que não se encontravam condições necessárias para uma Revolução Social em espécie, o “proletariado” estava estafado de violência e bastava uma boa relação entre trabalho/capital/bem-estar, que tudo se acalmaria. Partilhando desta mesma idéia, PADROS (2008) nos aponta que os social-democratas propondo esta política e a colocando em prática “Pensavam que, se não eliminavam as contradições do capitalismo, ajudavam a combater as tensões mais visíveis. Neste sentido, tinham razão, pois não modificaram a estrutura econômica nem a relação de força existentes.” (PADROS 2008, p.248).
            A maior urgência em função dos movimentos de restauração da vida econômica e social abalada pela destruição da Guerra, que teriam que ser tomados pelos Governos seria a apreciação pela nova política, além das nacionalizações de empresas, aumento da produção, diminuição do número de excluídos da produção e crescimento de todo tipo de consumo, seria distribuição de uma maior faria de riqueza entre as massas: “Fundamentalmente deviam promover uma melhor distribuição de renda entre os setores menos aquinhoados. Aumentos salariais, subsídios, gastos e investimentos governamentais, prêmios, redução de impostos, oferta de serviços sociais etc” (PADROS 2008, p.250).
            A política de bem estar social vigorou durante quase trinta anos, de forma suficiente, mas já demonstrava contradições no começo da década de 70 do século passado. Vários autores delegam ao capitalismo às crises cíclicas, que por quaisquer motivos posteriormente detectáveis, se apresentam de tempos em tempos. No caso do enfraquecimento da política do bem-estar, pela atuação dos sociais-democratas, PADROS (2008) aponta que: “ao impedir a revolução, promovendo o compromisso de classe que imobilizou os setores sociais mais radicais, fortaleceu o mercado. O seu projeto de compromisso não só não eliminou as contradições estruturais do capitalismo como perpetuou a necessidade de manter sob controle os desequilíbrios”.

            O capitalismo e o “socialismo-democrata” deixaram o legado para a humanidade, dentro da política de bem estar social, de que a relação entre trabalho e capital pode ser mais amena em relação ao proletariado. Os aparatos sociais com todas as vantagens adquiridas nesse contexto pelo proletariado, até hoje é motivo de lutas políticas como às que vimos pelo aumento de dois anos no tempo de aposentaria na França a poucos dias. O capital, quando mais bem distribuído para a sociedade, é transformado em consumo e novamente volta a trazer uma maior qualidade de vida. No entanto, como aconteceu na década de 70, a fervorosa ganância dos grandes capitalistas, sempre inaugura uma nova forma de exploração, como a fuga das multinacionais para o “3° Mundo”, o que gera desemprego e crises em todo o sistema, em função de um maior lucros dos grandes capitalistas.

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