A superioridade tecnológica e o discurso mantenedor do Imperialismo recente está nas mais variadas análises sobre o movimento. É importante, portanto, localizar movimentos relacionados às primeiras investidas colonizadoras a partir do Século XVIII, que seriam ostentadas pelas revoluções industrial e capitalista. Ásia e África tiveram seus domínios divididos, invadidos e reduzidos a colônias, desde o Século XVIII até o XIX, com movimentos de investidas dos países europeus, nos moldes das primeiras investidas ainda no Século XIV, quando do advento da navegação. Mais uma vez nota-se os interesses e discursos extremamente eurocêntricos, agora embasados nos interesse industriais, comerciais e de bancos, que estacionavam nas entrelinhas de qualquer argumento contrário, internados nos escudos do discurso de propagação de fé, os preponentes do Estado caracteristicamente burguês faziam do cotidiano da Europa simplesmente questões do imperialismo.
A busca de apoio das colônias por parte dos países envolvidos na Guerra acelerou a tomada de consciência dos povos colonizados enfraquecendo, assim, a imagem de superpotências perante as colônias, lembrando que as recompensas de autonomia ou independência nem sempre respeitadas. A Guerra, no entanto dividiria as tendências econômicas e políticas mundiais em dois grandes blocos: o Capitalista e o Socialista dando, então, sinal verde para a Guerra Fria. Este movimento pós-Guerra influenciou diretamente na descolonização, visto as ansiedades de ambos os blocos por setores estratégicos, como o dos minérios e combustíveis, por exemplo. Neste contexto vale lembrar que as instituições internacionais eram bem mais do que atenuadores de conflitos, e sim articuladores e executores de objetivos centrais da política do capitalismo.
Um dos primeiros grandes passos para o começo da descolonização foi a atitude, não sem interesses ideológicos, da Inglaterra em descolonização da Índia, visto a dominação tanto da navegação quanto da produção, a Inglaterra abriria com isto precedentes a fim de abertura de maiores mercados.
Mesmo tendo apoio nos EUA, perante a agitação crescente no interior do mundo imperializado, nota-se que a maior admiração e engajamento dos movimentos libertatórios alinhavam-se às ideias socialistas provindas do sistema soviético. Dentro das mais variadas especificidades de descolonização adaptavam-se os mais variados moldes socialistas ou capitalistas para os ditames dos novos governos instituídos, desta forma, tanto os EUA, temendo o alastramento do socialismo, quanto a URSS, aplicavam suas políticas de assistências aos países a fim de que engajassem nos respectivos sistemas.
Desta forma, após a liberação dos países colonizados, pode-se perceber que a liberdade não significaria felicidade ou harmonia. O mundo continuava ideologicamente dividido, sob aspectos diferentes do contexto Imperialista, no entanto, os países que se formavam agora estariam presos de outras formas às grandes potências.
Referência:
LINHARES, Maria Yedda Leite. Descolonização e Lutas de Libertação Nacional. In: FILHO, Daniel Aarão Reis; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (orgs.). O Século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005. v. 2
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